Do dia 3 ao dia 17 de julho uma delegação de artistas brasileiros foram ao Haiti acompanhados pela presidente da OSCIP Imagem da vida, Dirce Carrion com o apoio de Jacques Bartoli da Human Research Development Foundation.

O fotógrafo Ricardo Teles documentou o Festival de Saut D’Eau, festa que anualmente recebe multidões de peregrinos que participam de procissões católicas em homenagem a Notre Dame du Mont Carmel e de cerimônias da religião Vodu, que celebra os espíritos da natureza. As comemorações ocupam as ruas da pequena cidade e a mata onde localiza-se a impressionante queda d’água (Saut d’eau – Sodô – na língua local o crioulo).  A resistência do povo do Haiti foi retratada por Teles através da  criatividade dos artistas haitianos que transformam sucata e mateias retirados do lixo em arte. Ricardo produziu um ensaio com André Eugene, escultor haitiano de renome internacional do coletivo “Atis Rezistans” (www.atis-rezistans.com) que reúne artistas na região central de Port Au Prince.

O percursionista Senegal interagiu com grupos de músicos locais e fez oficinas de produção de tambores e de percussão no Centro Cultural Brasil Haiti – CCBH. Nascido em Sabará, Hélvio Félix que leva o nome artístico de Senegal em sua primeira viagem ao Haiti percebeu o orgulho com que os haitianos apresentam sua música e seus ritmos – quase que na totalidade inspirados na religião vodou.

Alexandre Keto, artista plástico e grafiteiro paulistano, fez intervenções em diversos bairros da capital Port Au Prince e interagiu com os artistas locais em murais produzidos  no bairro de Carrefour Ouest – local onde um coletivo de artistas impulsionou a urbanização e a transformação do bairro. No Centro Cultural brasileiro em parceria com o grafiteiro haitiano Shile Sant Elói  que deixou uma homenagem a “La Sirene” – uma das entidades do Vodou. Junto ao coletivo “Atis Rezistans” fez um outro mural e também pintou no bairro de Pacot, o muro do Centre d’Education Speciale, entidade que trabalha com crianças com deficiência.

“Percebi que os Haitianos tem muito orgulho de sua história e de sua independência. Os artistas são sensacionais, depois do terremoto os haitianos tentam reconstruir o país sozinhos e sem respaldo nenhum do governo. Conheci um artista que usa crânios humanos que encontrou nos escombros do terremoto de 2005 para fazer suas obras, ele consegue transformar a dor em arte.” Disse Keto em depoimento para o blog da Imagem da Vida.

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